Mensagens

Animalzinhos simpáticos dos Andes

Imagem
A alpaca é um mamífero que vive na América do Sul, da família dos camílídeos, de pelagem longa e macia. É conhecido pelo seu temperamento afavél e que pela sua lã, que contribui para o sustento financeiro dos seus criadores na região andina da Bolívia, Chile e Peru, que com três milhões de cabeças possui a maior população de alpacas do mundo. Animais domésticos e naturais da cordilheira dos Andes (apesar de também existirem nos Estados Unidos, Canadá, Nova Zelândia e Austrália) podem apresentar até 22 tonalidades de cores. A sua altura varia de 1,20 a 1,50 e o seu peso de 45 a 90 quilos. O período de gestação de uma alpaca é pouco mais de 11 meses e a fêmea dá sempre à luz a uma cria, anualmente.  Lama_ Também da família dos camelídeos, este animal ruminante aparentado com a alpaca, é também proveniente da América do Sul, tem um pêlo longo, que garante a produção de lã. Para além disso, as lamas são também usadas para transportar carga e usado na produção de carne e couro. Foi d...

"Falar nas noites do cisne negro"

Imagem
Neste começo do ano de 2011, muitas sugestões culturais, se acumulam nas nossas agendas e cabeças fervilhantes de aprofundar os nossos conhecimentos e por em dia as nossas leituras, filmes vistos e discos escutados. Faço as recomendações seguintes: Livro: "Noites Brancas" de Fiódor Dostoiévski (1848)_ Uma obra pequena mas de imenso significado, que conta a história de dois desconhecidos que se conhecem nas frias noites da antiga São Petesburgo e que iniciam uma amizade especial e comovedora. Conhecemos os desejos e inseguranças do narrador que se apaixona pela bela Nástenka. O livro surge quase como um sonho, numa atmosfera envolvemente, quase fantasmágorica para revelar os sentimentos mais recônditos das personagens, cujas preocupações e anseios se mantêm, mais do que nunca, actuais. Filme: "Cisne Negro" de Darren Aronofsky (2010)_ Um filme que mostra o ballet como nenhum outro, em que arte se mistura com insanidade, trabalho com compulsão e pesadelo c...

Música de prazer viciante

Imagem
É um facto de senso comum que a música pode despertar nos indíviduos a mais variadas sensações, muitas delas positivas. Há quem afirme que a música é a melhor ajuda ao longo da vida e a ela se associam toda uma gama de reacções: pode fazer relaxar, mover, pode alegrar-nos o coração ou emocionar-nos até às lágrimas. Há musicas para todos os gostos e todo o tipo de pessoas, quem ouça apenas um género musical ou quem ouça de tudo, da forma mais eclética possivel. Nada disto é portanto novidade. O que pode ser uma surpresa para alguns é que a comunidade científica está cada vez a reforçar mais o que há muito se constatava no que refere à fruição musical por parte dos seres humanos. Segundo estudos recentes, ouvir música que se aprecie, afecta o sistema de recompensas cerebral, libertando uma substância química, a dopamina, responsável por produzir uma sensação de prazer e bem-estar. Daí, concluem que ouvir música pode dar tanto prazer aos indíviduos como o acto de comer ou consumir certas ...

Afirmação pelo desejo

Imagem
Num artigo muito interessante, escrito na revista de Oprah Winfrey "O", Mark Epstein reflecte sobre a forma como aquilo que desejamos diz ago acerca de quem somos, sendo que nas suas palavras "Eu quero, logo existo". Epstein fala como revelar os nossos verdadeiros desejos pode ser uma experiência aterrorizante mas simultaneamente libertadora. Começa por falar de um caso distinto em que numa maternidade se observou que um bebé recém-nascido do sexo masculino tinha estes dizeres à sua frente "Eu sou um rapaz", enquanto que uma bebé, do sexo femino, era identificada como "É uma rapariga". No entender do escritor, este é um erro óbvio em que aos rapazes é dado um sentido de identidade e em que as raparigas são tratadas como meros objectos, desde que vêm ao mundo. Pode-se assim extrapolar que a cultura reforça mais os desejos masculinos, próprios do sujeito individual do que os femininos. Naturalmente, as mulheres estão mais habituadas a satisfarem as...

Rosa Branca

Imagem
É um quase comum dizer que o regime nazi se solidificou na Alemanha de Hitler sem encontrar oposição significativa. Esta afirmação não é de todo verdade na medida em que há exemplos históricos, apesar de não tantos como gostariamos, de pessoas que tiveram uma coragem extraordinária e fizeram frente a um dos regimes mais bárbaros do nosso passado recente. É o caso do movimento intelectual e de não-violência conhecido como Rosa Branca. De inspiração católica, este movimento de resistência anti nazi era composto por alunos da Universidade de Munique e do seu professor de Filosofia. A campanha destes estudantes, desenrolou-se de Junho de 1942 a Julho de 1943 e consistiu, entre outras coisas, na distruição de múltiplos planfletos expondo as suas ideias contra o terceiro Reich. Os membros centrais do grupo eram Sophie Scholl, Hans Scholl e Christoph Probst. Capturados pela Gestapo aós Sophie ter sido encontrada com panfletos, foram todos decapitados a 22 de Janeiro de 1943. A sua mensagem, c...

O drama dos refugiados

Imagem
Comemora-se todos os anos a 20 de Junho o Dia Mundial dos Refugiados, uma data que é sempre assinalada pela ONU, em particular pela ACNUR (Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados) mas que infelizmente não têm tido a atenção e destaque que merece por parte dos meios de comunicação social internacionais. Tendemos a esquecer-nos que em pleno século XXI, ainda existem cerca de 21 milhões de refugiados, muitos deles dentro do seu próprio país de origem, sendo de destacar o caso dos afegãos, colombianos, iraquianos, sudaneses e somalis. O clima conflituoso e de instabilidade política apenas agrava este problema, fazendo com que os refugiados vivam insegurança, dificuldades de toda a ordem e até mesmo experiências de terror. Depois de o mundo ter sido afectado por tantos cataclismos naturais a fome e a pobreza, contra todos os desejos dos idealistas, continuam a alastrar-se e a provar que apenas somos todos iguais na lei e não na prática. Há muito ainda para fazer para ajudar...

Agorafobia

Imagem
Há medos diferentes dependendo de pessoa para pessoa e das sensibilidades individuais. Uma das fobias mais preocupantes que se tem afirmado neste novo século designa-se por agorafobia. Etmologicamente, a palavra vem do grego, formada pela justaposição de ágora (assembleia, reunião de pessoas, multidão) e phobos (medo). A pessoa que sofre deste transtorno experimenta uma ansiedade e pânico invulgares com a perspectiva de sair de casa e enfrentar uma multidão de pessoas, facto esse que afecta as suas escolhas de vida e o seu funcionamento normal enquanto indíviduo. Muitas vezes esta situação é descrita como medo de ter medo, que pode decorrer de motivos variados: medo de se sentir mal fisicamente no meio da multidão, de ser envergonhado publicamente, de não conseguir sair a tempo no caso de acontecer algum acidente. Por ser baseada numa concepção abstrata e não fundamentada, em sentimentos negativos alicerçados na mente da pessoa que lhe causam dano, é considerada uma psicosite. Associad...

Grito

Imagem
Esperei até as horas formarem a sua sentença e me condenarem para sempre ao limbo perpétuo. Se tudo ao menos fosse claro e fácil de explicar, de exprimir e de revelar e não guardássemos arquivos pesados como nanadas de elefantes nas nossas entranhas, a acumular pó, a roubar-nos o brilho dos olhos e a sugar gotas do nosso sangue. O presente é feito de um pedaço do que já fomos do passado, é um caos desordenado de um futuro possível que ainda não teve lugar, de tudo o que não conseguimos entender mas que podemos antever talvez de forma intuitiva e espontânea. Enquanto estamos vivos, a lei da gravidade prende-nos e sufoca-nos, em cada respiração assoma o sabor da mortalidade e a dor da nossa condição imperfeita e errática. Falhar e sofrer são quase sinónimos de ser humano porque acontecem sumáriamente ao longo da nossa vida, mesmo quando não damos por isso. Mesmo quando não queremos racionalizar e nos esforçamos por dizer que está tudo bem e que não temos nenhum problema. A verdade é que...

Loucura

Imagem
Será loucura ver o mundo todo negro quando ele é composto por várias cores? Será loucura que nos roubem o aconchego E a tranquilidade, as árvores e as flores? O meu coração era como um lago plácido E nunca foi como uma redoma de cristal Então senti que algo de mim se quebrava, não só rápido Como potencialmente mortal Serão as cores meras ilusões de ópticas? É melhor sofrer do que não sentir nada e viver dormente? Poderá comprar-se a alma por uma quantia módica E no mesmo dia escrever nela o rótulo "vende-se"? Talvez ande meio mundo a enganar meio mundo E ninguém saiba realmente o que é ser normal Pois que as duas forças: sanidade e loucura Permanentemente se duelam numa luta desigual O túnel da angústia é profundo e doí até respirar Ter a ousadia de ser diferente e não se conformar Talvez seja a resolução mais acertada e inteligente A atitude mais salutar

Complexo de Jonas ou o medo da auto-realização

Imagem
Durante anos lutei contra a minha tendência para a procrastinação (adiamento de tarefas que deveria idealmente fazer a uma data altura para outra posterior, basicamente: deixar tudo para a última da hora). Aplicava esta máxima para vários aspectos da minha vida, nomeadamente o estudo. A verdade é que quando pensava em estudar com mais antecedência para frequências ou exames começava a sentir-me de imediato tensa e desinspirada, ou seja, sentia à partida que o estudo não ia correr bem nem seria proveitoso. Por isso, o melhor era aproveitar para descontrair e passar o tempo de forma interessante certo? Atribui sempre este comportamento a qualquer peturbação psicosomática e alguma preguiça latente. As pessoas passam a vida a dizer que a vida é curta e confesso que em muitos dias não me parecia valer a pena preocupar-me mais do que o estritamente necessário com o que quer que fosse, com todas as consequências adversas que daí pudessem ocorrer. Ora, há um dias deparei-me através da platafo...

"Fúria, fantasmas & Jewel"

Imagem
Livro: "Fúria Divina" (2009)_ No último semestre do ano passado foi lançada "Fúria Divina", a obra mais recente de José Rodrigues dos Santos que traz de volta a sua personagem Tomás Noronha, criptanalista e professor universitário e se propõe ser um relato ficcional baseado em factos verídicos acerca do mundo islâmico e particularmente da ameaça do terrorismo. Um dos chamativos utilizados para a publicidade referia o facto de todo o livro ter sido revisto por um ex-operacional da Al-Quaeda, como que a assegurar a completa fiabilidade do seu conteúdo. Polémicas à parte, o livro é de leitura fácil e satisfatória. Como todas as obras de José Rodrigues dos Santos resulta de um trabalho sério de pesquisa e há informação de sobra para percebermos melhor uma religião que apesar de ser monoteísta como a nossa e em muitos aspectos semelhante, está envolta num véu de contradições a nível de interpretação da palavra sagrada (o Alcorão) e do modo certo de agir para ser um bom ...