Queria que fosses eterno, intemporal Abrigar-te em cada fio de cabelo Como rosa numa redoma de cristal Num amor intocável e tão singelo Almejo um dia em que sentimentos crescessem Poder libertar-me da dor e da má sorte Que os meus sonhos nunca esmorecessem Poder amar-te loucamente, até à morte Que fugir para bem longe fosse dito e feito Proteger-te do mal e ter-te só para mim Que a nossa história fosse um círculo perfeito Sem qualquer princípio, meio ou fim Somos opostos atraindo-se por fricção Alfa e ómega, palavras que ninguém disse Tempestade calma, paz em vulcão Eu o teu génesis tu o meu apocalipse És difícil de tocar, impossível de compreender Tão volátil e completamente imprevisível Doce rebelde, nunca te consegui prender És simplesmente inesquecível