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Brandy: um álbum e um filme

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  Brandy é uma das artistas de r&b mais prestigiadas no mundo musical com sucessos como "I wanna be down", "Sittin' up in my room", "The boy is mine" (com Monica), "Have you ever", "Right here (Departed) ou mais recentemente o tema das princesas da Disney "Starting now".  O seu catálogo de canções fala por si e revela uma cantora com uma voz potente, excecional e que mostra ter uma sonoridade cada vez mais interessante. No seu sétimo álbum "b7" (2020), que demorou cerca de três anos a ser feito e saiu durante a pandemia, Brandy aborda temas como autoestima, saúde mental, ser mãe solteira, relacionamentos tóxicos e a forma como se vê a si própria. Parecendo uma rainha egípcia na capa, Brandy assume uma maior confiança a nível pessoal e profissional, afirmando ter depositado todo o seu coração no disco.  Este é o primeiro lançamento independente de Brandy com a sua própria gravadora Brand Nu, Inc. em parceria com a ...

Três filmes sobre estar sozinha

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Estar sozinha na vida, isto é, sem um parceiro(a), não tem de ser sinónimo de tristeza profunda. Afinal, todos estamos cansadas do cliché da Bridget Jones sentada no sofá a ouvir o "All by myself" lamentando-se pelo seu estado civil. Há alguns filmes recentes que começam a subverter as normas das comédias românticas, em que para nos sentirmos inteiras e felizes tínhamos necessariamente de acabar nos braços de alguém. Decidi dar três exemplos aqui que vou passar analisar em baixo: "Avassaladoras" (2002) de Mara Mourão, protagonizado por Giovanna Antonelli (Laura) e Reynaldo Gianecchini (Thiago). Já vi este filme há bastante tempo e fui motivada por conhecer os actores principais das novelas brasileiras da Globo, mas rapidamente percebi que "Avassaladoras" fugia ao padrão do género. Laura vive obcecada por encontrar o homem ideal, afinal é uma profissional bem-sucedida e sente que essa é a única parte que lhe falta para se sentir completa. No enta...

Josie and the pussycats

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"Josie and the pussycats" era um filme de que só tinha visto partes e a que queria assistir há muito tempo. Lançado em 2001 foi protagonizado pelas actrizes Rachael Leigh Cook, Rosario Dawson e Tara Reid, num trio musical irresistível. Josie é uma vocalista e guitarrista que juntamente com as amigas Valerie e Melody tem uma banda feminina mal-sucedida numa terra pequena. O destino do grupo muda radicalmente ao serem descobertas por um agente de uma grande companhia discográfica, Wyatt (Alan Cumming). "Josie and the pussycats" é uma comédia que, de forma leve e divertida, critica o consumismo desenfreado do início do século XXI e a forma como os produtos se tornam tendências sem as quais os jovens não imaginam viver.  Tendo como intriga secundária um plano de dominação do mundo através de mensagens subliminares na música pop, o filme insta-nos a pensar em temas mais sérios. Até onde vai a nossa liberdade de pensamento? Porque pensamos que precisamos de comp...

"To the bone" e a conversa em torno dos distúrbios alimentares

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"To the bone" é um filme produzido pela Netflix que estreou mundialmente a 14 de Julho deste ano e nos conta a história de Ellen (numa magnífica interpretação de Lily Collins), uma rapariga de 20 anos que sofre de anorexia e já fez alguns tratamentos mal-sucedidos para superar a sua condição. Ellen está muito magra, já não tem o período e sofre ainda de lanugo, excesso de pêlos nos braços por défice nutricional (o que faz o corpo produzi-los em demasia para manter a sua temperatura corporal constante). Para além disso, a espinha começa a ficar danificada por fazer abdominais à noite obsessivamente.  Tudo isto lhe é dito pelo médico William Beckham (Keanu Reeves, num brilhante papel) que se assume como um clínico diferente dos outros e propõe à jovem uma sessão de terapia familiar que acaba por não obter os resultados desejados. Ellen concorda em ir viver para uma casa com outros jovens com distúrbios alimentares, num tratamento supervisionado de perto por Beckham. Para ...

Filmes portugueses Parte II

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"Corrupção"_ Filme português do realizador João Botelho baseado no livro best seller "Eu, Carolina". O filme foi protagonizado pela excelente actriz Margarida Vila-Nova, na altura com 24 anos e pelo recentemente falecido e saudoso Nicolau Breyner no papel de Presidente de um clube de futebol, à imagem de Carolina Salgado e Jorge Nuno Pinto da Costa, presidente do Futebol Clube do Porto, respectivamente. A película passada nos meandros do futebol português é emocionante e de ritmo acelerado, sendo o resultado final bem conseguido. "Como desenhar um círculo perfeito" (2009)_ Realizado por Marco Martins (vencedor do Globo de Ouro de melhor filme por "Alice") o filme tornou-se polémico e famoso pela sua cena de incesto. Conta-nos a história de Rafael e da irmã gémea Sofia que vivem numa velha mansão decrépita em Lisboa e começam aos poucos a descobrir a vida e a sua sexualidade para além da sua realidade opressiva e quase claustrofóbica. Por d...

Filmes portugueses Parte I

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 "Adeus, pai" de Luís Filipe Rocha. Com excelentes interpretações de José Afonso Pimentel e João Lagarto, esta película conta a históra de Filipe, um rapaz de 13 anos com uma relação distanciada com o seu pai e que vai com ele de férias para os Açores. É nessa ilha que Filipe consegue uma maior e mais afectuosa ligação ao progenitor mas nada é verdadeiramente o que parece. Destaque para a banda sonora do filme que conta com a linda música dos Delfins "Não vou ficar".  "Zona J" (1998) de Leonel Vieira. Tó é um rapaz negro que vive na Zona J, um bairro difícil de Lisboa e que se apaixona por uma rapariga branca, Carla. Tó sonha em voltar para Angola onde os seus pais nasceram, contudo a realidade dos dois adolescentes vai tornar tudo mais complicado. Amor, racismo e criminalidade são alguns dos temas abordados por este filme que aborda as crises da juventude sem filtros e nos mostra um lado de Lisboa, uma zona do bairro de Chelas, em Lisboa que ape...

O adeus a Manoel de Oliveira (1908-2015)

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Tal como muitos jovens da minha geração não me lembro de se falar de cinema português sem se mencionarem os filmes de Manoel de Oliveira. As películas do mestre sempre me despertaram curiosidade mas até ao momento com, muita pena minha, o mais próximo que fiquei do seu legado foi com imagens dispersas que vi das suas obras e com um relógio da Swatch de colecção assinado por ele. Sempre dizia que um dia ia estudar as suas temáticas cinematográficas com profundidade mas a sua morte apanhou-me totalmente desprevenida. Como o actor John Malkovish tão bem disse todos esperávamos que Manoel de Oliveira fosse o primeiro homem a não morrer. Em vez disso tínhamos um cineasta de idade avançada (o mais velho realizador do mundo em actividade) com vitalidade, energia e boa disposição, apaixonado pelo seu trabalho, que queria morrer imerso nele, nos seus temas de eleição, nos seus detalhes, no acto de criação. Assumia abertamente a vertente pedagógica da arte "É preciso guardar esse sentiment...

Halloween

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Halloween ou Dia das Bruxas em português é uma tradição de cariz cultural, que teve origem nas celebrações dos antigos povos celtas do Samhain, a Festa dos Mortos que para além do culto a estes também honrava a deusa YuuByeol, símbolo antigo da perfeição celta. Segundo a lenda os espíritos dos mortos regressavam nessa altura para visitar os seus antigos lares e guiar os seus familiares rumo ao outro mundo. É nesta premissa que surge a franquia bem-sucedida de filmes Halloween que apresento em seguida. "Halloween" (1978)_ Este é o primeiro filme da franquia em que o serial killer Michael Myers foge de um hospital psiquiátrico no Dia das Bruxas, onde se encontrava depois de aos seis anos ter morto a irmã, Judith. Cerca de 15 anos depois, o assassino continua com sede de vingança e de matar todos aqueles que se atravessem no seu caminho. Halloween II (1981)_ A continuação do primeiro filme apresenta-nos Laurie Strode (Jamie Lee Curtis), irmã de Michael Myers, mui...