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O estilo vintage

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O costureiro francês Yves Saint Laurent disse: "A moda vai e vem mas o estilo é para sempre". Estas palavras não se podiam aplicar melhor aos dias de hoje em que há uma busca por um aperfeiçoamento da aparência através de novas tendências, cores e tecidos.  Inovação e originalidade são preocupações de qualquer mulher que quer desenvolver uma forma de vestir própria e combinar da melhor forma vestuário, calçado, acessórios e penteados. Paralelamente assiste-se a um reaproveitamento de ideias antigas no sentido de criar algo adaptado à realidade actual, uma mistura de clássico com modernidade. O estilo vintage encontra-se cada vez mais em voga, o que é sem dúvida positivo já que há visuais que não merecem de forma alguma cair no esquecimento. Nos anos dourados havia todo um ritual complexo de beleza, uma mística inerente a uma população feminina que estava finalmente a descobrir o sua força e importância, como seres humanos e membros da sociedade. Pela primeira vez a mulher pod...

Coatis lindos

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O coati é um mamífero de tamanho médio da família Procyonidae e do género Nasua, parente do guaxinim. Vive apenas no continente americano, em habitats diferentes consoante a sua localização. Pode ser encontrado primariamente em florestas densas e selvas húmidas que possuem as árvores altas de eleição deste pequeno animal. No entanto os coatis podem viver também em outros habitats como em montanhas e desertos. Este curioso mamífero possui um corpo alongado, com patas que lembram as dos ursos e permitem que ele trepe facilmente às árvores. Há coatis com pelagem de várias tonalidades: só pretos, cinzento-amarelados bem como ruivos de pés e focinhos negros. São animais com uma cauda comprida (até 5 cm) e podem medir até 70 cm. Os coatis vivem em grupos de dimensão variável, são diurnos e omnívoros (comem plantas, animais, frutos, sementes, ovos de pássaro, lagartos, minhocas pequenos roedores, etc) e  Além disso, costumam adaptar-se bem à vida em cativeiro. Existem quatro espécie...

Desconstrutivismo filosófico

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A teoria desconstrutivista foi desenvolvida pelo filósofo francês Jacques Derrida (1930-2004), em colaboração com Peter Eisenman e deu origem a um movimento literário marcante do século XX. Derrida distanciou-se de correntes em voga nos círculos intelectuais da sua época para criar o conceito de desconstrução em meados de 1960. A corrente desconstrutivista foca-se na crítica da tradição filosófica ocidental, analisa textos específicos e procura demonstrar, subverter ou opor asserções inerentes ao modo de pensar dominante e generalizado. Todavia, esta estratégia nem sempre visa a negação. A desconstrução, no aspecto literário, aplica-se à interpretação textual, na procura de significados alternativos dados pelas palavras; ou seja, ler as entrelinhas na escrita e actos de fala. No campo filosófico, o foco desta teoria é a metafísica da presença. Derrida defende que desde Platão que a metafísica é uma preocupação fundamental dos filósofos e na qual se encontra instalada oposições dicotó...

Conseguir

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Quando temos objectivos a cumprir, sentimos uma urgência em conseguir realizá-los. De repente é como se apenas a realização deles importasse e vemos a vida como um jogo de dados em que a nossa vitória depende do número que nos calhar. Às vezes temos sorte, noutras azar e nem sempre sabemos reagir bem ao fracasso. Idealmente, quando perdemos devíamos saber lidar com isso, aprender as lições, aceitar e seguir em frente. Não deveríamos recolher-nos sobre nós próprias como se tivéssemos medo de tudo, até da luz do próprio sol. Frequentemente entramos num processo de negação e temos vergonha dos nossos erros, somos como gato escaldado que testou a temperatura das águas e agora foge a sete pés da mesma provação. Então decidimos deixar de lado esse objectivo e fazer outra coisa qualquer que nos retire mesmo que temporariamente dessa angústia. Quando voltamos a tentar somos como uma criança a dar os primeiros passos ou a soletrar as primeiras palavras: temos receio mas a vontade de ir mais a...

Tratar a candidíase

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A candidíase é uma infecção por leveduras de candida que costuma afectar a pele e membranas mucosas, como as que revestem a boca e a vagina. Os seus sintomas variam de acordo com a localização da infecção. Em casos pontuais, como em pessoas imunodeprimidas (doentes de sida por exemplo), esta doença pode ser de grande gravidade, invadindo os tecidos mais profundos do doente (candidíase sistémica. A vida da pessoa afectada pode estar em risco. Quando a infecção é nas pregas cutâneas ou no umbigo, o aspecto é muitas vezes de uma erupção avermelhada, com placas a segregar pequenas quantidades de um liquido esbranquiçado. Pústulas pequenas podem também existir, acompanhadas de uma sensação de comichão ou de ardor. A candidíase oral pode manifestar-se sob a forma de aftas no interior da boca, placas que podem soltar-se facilmente e costumam ser muito frequentes nas crianças mas já não o devem ser tanto nos adultos. Nas comissuras da boca pode haver também infecção pela levedura candida (boq...

Renoir impressionante

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Pierre-Auguste Renoir (1841-1919) foi um dos pintores mais influentes da história da arte, um símbolo do impressionismo francês e da beleza trazida pela combinação da luz e cor dos seus quadros.  Renoir, que tinha como objectivo criar obras agradáveis aos olhos, destaca-se pela plenitude das formas e traços enérgicos da sua arte. Para além da ténica impressionista, também utilizou outros estilos no períodos seco (influenciado por pintores italianos como Rafael) e o período iridescente (caracterizado pela liberdade e jovialidade presente nos quadros). Este pintor interessava-se por várias dimensões do real: retratos, paisagens, flores, cenas da vida urbana e campestre, que imortalizou em obras de qualidade inquestionável. Reavaliava frequente o seu próprio talento para desenhar e pintar, o que levava a tentar superar-se continuamente. Apesar de limitações de saúde, trabalhou até ao final da sua vida, dedicando-se sobretudo à pintura de mulheres nuas, um dos grandes temas das suas o...

"Limites, Casa & Elvis"

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Filme: Sem limites (2011) Neste filme intrigante, conhecemos a história de Eddie Morra, um escritor em crise criativa, deprimido e com uma vida caótica, cujo destino muda totalmente ao lhe ser dado um comprido de substâncias desconhecidas, que permite usar a 100% a capacidade do cérebro. Eddie dá uma volta de 180º graus à sua vida e acaba o livro em tempo recorde mas as maiores surpresas estão para vir... Num ritmo alucinante, a película convida-nos a reflectir sobre as potencialidades do ser humano, os subterfúgios que utilizamos para nos destacarmos e a moral subjacente a esses comportamentos arriscados. Livro: "A Casa dos Deuses" (1978)_ Numa narrativa marcada pela sátira e humor negro, o escritor Samuel Shem convida-nos a conhecer o dia-a-dia de médicos no primeiro ano de internato num hospital de alto prestígio chamado "Casa dos Deuses". A personagem principal, Roy Basch é um médico inexperiente, idealista e ingénuo que vai perder muitas das suas crenças ao t...

A Lei de Murphy

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Há dias em que tudo parece correr mal, em que não conseguimos ter concentração ou sorte para fazer algo condigno, em que sentimos que o melhor era nem sequer nos termos levantado da cama. É como se tivéssemos um alvo nas costas e o coração nas mãos para que o mundo inteiro possa ver e espezinhar até nada de positivo restar nos nossos recônditos. Quando só vemos um cenário negro à nossa volta, é quando a Lei de Murphy, um adágio cultural particularmente pessimista, nos atinge em cheio. Esta forma de pensar defende que se algo pode dar errado, de certeza que vai dar. As coisas vão sempre correr da pior maneira possível, na altura menos indicada e de forma a criar o maior número de danos para a pessoa afectada. Esta teoria tem o nome do seu criador, o engenheiro aeroespacial Edward Murphy, que estava a tentar realizar um teste de tolerância à gravidade por seres humanos quando houve uma falha nos sensores que o deviam registar. Tinham sido mal instalados pelo técnico responsável. Desanim...

Dugongos, sereias do mar

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Após a entrada sobre os manatins, chega a vez dos dugongos, que tal como os primeiros, são mamíferos marinhos herbívoros. Os dugongos (nome que significa sereia em malaio), são o menor membro da ordem Sirenia, têm dentes afiados. Para além das algas marinhas, podem alimentar-se ainda de pequenos animais invertebrados tais como lagostas e outros crustáceos. As algas são ricas em nitrogénio e de fácil digestão para os dugongos, que não têm divisões no estômago mas cujos intestinos são muito longos e com bactérias que processam eficientemente a celulose das algas. Os dugongos possuem uma figura rotunda e crescem até três metros de comprimento e 400 kg de peso. A sua pele é suave e espessa. Ao contrário de outros mamíferos não conseguem suster a respiração dentro de água durante muito tempo mas podem respirar com a maior parte do seu corpo submersa. Os olhos e ouvidos destes animais estão de lado da cabeça e os seus movimentos são caracterizados como sendo lentos e graciosos. Esta espé...

Histórias de amor: o bom, o mau e o incerto

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Quando uma história de amor começa tudo parece perfeito: os olhos brilham mais do que todas as estrelas do céu, sorrimos por tudo e por nada, acordamos a ver tudo colorido e com uma energia avassaladora para fazer o que quer que seja. Até somos capazes de pensar que o mundo é um sítio bom para viver, no final de contas. Por que estamos apaixonados tudo parece estar no lugar certo, na ordem correcta, no momento exacto. Uma brisa mágica e sagrada parece envolver-nos. Não podemos evitar essa sensação de ser imortal, invencível, de poder levitar e de voar. É o que amor faz. Fazem-se planos a dois para um futuro risonho, projecta-se uma casa maravilhosa, viagens inesquecíveis, metas para alcançar. Há brio, esperança e capacidade de sonhar até não mais poder. O sonho torna-se de certa forma a nossa vida porque a maneira como agimos e nos comportamos é condicionada pelo mundo interior que levamos dentro. Os momentos passados são de uma alegria arrebatadora, quase euforia. As horas transform...

As raízes da auto-destruição

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A auto-destruição define-se como um comportamento adverso da pessoa contra si própria, que pode manifestar-se em abuso de substâncias como álcool e drogas, prática de auto-mutilação e tentativas de suicídio. Geralmente, o individuo que procura a sua degradação tem uma auto-estima muito baixa, não gosta de si mesmo e não vê razão em continuar vivo, pelo que a vida se torna uma estrada descendente em que nada mais importa e não é preciso ter mais nenhum cuidado para assegurar a sua sobrevivência. O que levará as pessoas a comportar-se desta forma: o pensamento de não ter nada a perder ou pelo contrário, a crença de que independentemente do que qualquer esforço nunca alcançarão nada de valor? Neste processo existe uma incapacidade de transformar a condição actual em que se vive, que provavelmente desencadeia esta insatisfação destrutiva. Há uma negação do bem e do mal relativamente à conduta interior, reveladores de uma perda debilitante de reverter vivências negativas ou de alguma maneir...

Acidentes fatais: coma cerebral

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Na sequência da minha entrada sobre morte cerebral, reúno aqui três histórias de três pessoas marcantes, a quem a vida,  abandonou cedo demais, na sequência de malogrados acidentes. Grace Kelly (1929-1982) A famosa actriz de Hollywood que se tornou princesa do Mónaco, teve uma vida de altos e baixos em que se notabilizou pela participação em três filmes de Alfred Hitchcok ("Chamada para a morte", "Janela Indiscreta" e "Ladrão de Casaca"), "Mogambo", "Alta sociedade" e "The country girl" (pelo qual ganhou o Óscar de melhor actriz".  Depois da aclamação pública na carreira, surge o casamento com o príncipe Rainer III, que a afasta definitivamente das telas mas não do interesse e cobertura da imprensa mundial. Grace deu à luz Caroline, Albert e Stéphanie e é criticada pelos media pelo aspecto descuidado, aumento de peso e alimentação pouco saudável. A 13 de Setembro de 1982, aos 52 anos de idade, Grace Kelly sofre um acide...

Essencial à vida

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Todos temos coisas sem as quais não nos imaginamos a viver, que podem ser da mais variada ordem: pessoas, animais, objectos, lugares, sentimentos. Algumas das mais comuns são as seguintes: Amor_ Em todas as suas formas, especialmente entre a família e amigos. No fundo, todos aqueles que de uma forma ou de outra se tornam importantes nas nossas vidas, que dão apoio, carinho e motivação para continuar a progredir e a lutar pelo que queremos.     Fé_ Em algo superior, numa energia, numa entidade sagrada inexplicável, nas leis que regulam o Universo e fazem de nós aquilo que somos. Quando se acredita em algo forte do que nós, conseguimos ver um sentido em que tudo aquilo porque passamos. Actos rotineiros como comer, dormir e conviver com os outros fluem com naturalidade e prazer porque surgem como um reflexo de uma esperança transversal e de um desígnio divino. As orações que fizermos só têm verdadeiro significado se as fizermos com convicção e total honestidade. É importante ...