Ser uma pessoa multipotencial
Foto de Markus Spiske na Unsplash
O mundo pede-nos para escolher apenas uma coisa e estreitar cada vez mais o foco na especialização. Mas e se a nossa curiosidade for tanta, que à maneira de um polvo queiramos agarrar diferentes áreas do saber e relacioná-las entre si, de forma engenhosa e complexa?
Assim que soube o que era ter uma personalidade multipotencial, percebi que me encaixava. O modo como não estava satisfeita como uma só explicação, com uma só língua estrangeira, como procurava sempre mais passatempos.
Se antes os trabalhos eram mais estáveis, mais rotineiros, para a vida inteira, agora os desafios das novas tecnologias fazem com que tenhamos de repensar o que é a atividade humana. O que é pensar, executar, trabalhar.
As organizações precisam mais do que nunca de pessoas que consigam ver os problemas por vários prismas e ângulos, que tenham uma cultura tranversal e uma orientação para resolver problemas.
Criatividade e inovação andam de mãos dadas com a capacidade de explorar e tecer ligações entre matérias aparentemente distintas. Não se trata tanto de uma vontade de ser versátil ou de se tornar polímata como uma pessoa do Renascimento, os títulos acabam por ser inócuos, é um desejo profundo de querer saber mais, ir além do raso e entrar em profundidade em tudo o que desperta interesse em nós. Podemos nem sempre conseguir, claro, mas ninguém nos impede de sempre tentar.

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