Livro "A Psicologia do dinheiro" de Morgan Housel

 


Para quem me conhece nunca me considerei boa a Matemática (para usar um eufemismo), sempre me vi como uma pessoa das Letras e só recentemente comecei ativamente a tentar compensar essa lacuna.
O que me chamou a atenção em "A Psicologia do dinheiro" não foi falar de termos técnicos, investimentos, acções, mercados, mas justamente estar escrito para leigos numa linguagem simples e acessível. Chega a dizer que não se tomam decisões financeiras a olhar para folhas de Excel mas à mesa de jantar.
Há muitos fatores em causa quando se trata de gerirmos o nosso dinheiro mas somos mais emocionais do que racionais do que imaginamos. Queremos competir com pessoas que nem sequer conhecemos bem, fazer viagens cada vez mais exóticas e, no meio disto tudo, ainda ter poupanças para um fundo de emergência e para se levar os filhos para a Universidade.
Diz-se muitas vezes que o tempo é dinheiro e ambos são bens escassos. Estamos aqui nesta Terra por um número finito de dias e a abundância dos nossos bens materiais não tem de parecer ilimitada e grandiosa. Tem de ser suficiente, ajustada às nossas necessidades. Aliás, o ideal, segundo o autor é viver abaixo das suas capacidades.
O dinheiro não é apenas dinheiro: são estratégias e comportamentos humanos, estados psicológicos, é saber de economia, de política, de ciclos históricos e de tantas outras coisas. Porque investir implica sempre risco e é uma atividade imprevisivel.
Como diz Morgan Housel, a única forma certa de enriquecer é poupar porque o acúmulo de capital ao longo do tempo com paciência e consistência fará certamente a almofada financeira de que precisamos.
 

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