Beyoncé Act II Cowboy Carter
Nascida em Houston, Texas (Estados Unidos da América) e apesar de já ter explorado uma pletora de géneros musicais diferentes, quer com o seu grupo feminino Destiny's Child, a solo ou com o marido Jay-Z, Beyoncé (4 de setembro de 1981), nunca foi tradicionalmente associada ao country.
A partir de uma experiência que teve uma recepção mista (o seu dueto na 50ª cerimónia do CMA (Country Music Association Awards) in Nashville a 2 de novembro de 2016 que cruzou "Daddy Lessons" do seu disco "Lemonade" com "Long time gone" das The Chicks (anteriormente conhecidas como Dixie Chicks).
Fiel ao seus lemas "rende-te às cartas que te foram dadas, elas são o teu maior poder, não te sintas no direito do sucesso, apenas trabalha mais", Beyoncé não tentou provar que merecia estar naquele palco.
Mergulhou antes profundamente nas raízes do country, que são negras e depois do triunfante regresso com o dançante "Renaissance Act I", continua a trilogia, dando voz a artistas que há anos aguardavam a sua oportunidade como Tanner Adell, Brittney Spencer, Tiera Kennedy, Keyna Roberts- em "Blackbird", Rhiannon Giddens (que toca o banjo e viola em "Texas Hold' Em'" e tantos outros).
A relevância cultural de Beyoncé não pode ser subestimada. Só de "Cowboy Carter Act II" (204) se fizeram três documentários: "Beyoncé: Queen and Country" (2024), "Call me country: Beyoncé & Nashville Renaissance" (2024), "Impact x Nightline: It's Beyoncé's country" (documentário especial da ABC News Studios também em 2024)
Uns falam sobre o processo natural de Beyoncé de explorar as suas raizes texanas, outros em que este este não é álbum country na sua vertente mais pura mas sim um disco de Beyoncé como ela própria disse. A ética de trabalho imaculada e perfecionista de Bey brilha em todos eles.
O álbum "Cowboy Carter" foi estudado em Harvard na Kennedy School no curso "American Requiem: Beyoncé, Benefícios e Lacuna entre Promessa e Entrega", da professora Ayushi Roy. A obra de Beyoncé é usada numa lente analítica, que discute o apagamento de artistas negros, questões de raça, classe, de falha de proteção social nos Estados Unidos e a distância entre o Sonho Americano e a realidade.
Voltando ao álbum em si as minhas faixas favoritas são: "16 Carriages", "Texas Hold'Em", "II Most Wanted" (feat Miley Cyrus), "II Hands II Heaven" e "Tyrant".
Muito aclamado desde que foi lançado, "Cowboy Carter" (2024) ganhou o Grammy, em 2025, de melhor album country e o album do ano.




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