Sabrina Gonzalez Pasterski




Sabrina Gonzalez Pasterski, nascida em Chicago, Illinois a 3 de junho de 1993 e de origens cubanas e polacas, é uma física teórica norte-americana que acumula feitos notáveis.
Pensando originalmente que queria ser engenheira aerospacial, aos 9 anos já tinha aulas de pilotagem. Entre os 12 e os 14 construiu o seu próprio avião, um Zenith CH 601 XL, que pilotou antes mesmo de ter idade legal para conduzir um automóvel. Sabrina descreveu esta experiência como "liberdade".
Porém, quando se candidatou ao MIT (Massachusetts Institute of Technology) ficou em lista de espera e só quando mandou um vídeo a pilotar o seu próprio avião é que foi aceite.
Com 19 anos, foi escolhida para a lista de Ciência "30 under 30" da Scientific American.
Na altura referiu que foi Jeff Bezos a mudar o rumo da sua carreira. "Pensei: já fiz engenharia aeroespacial, agora vou ser física“, explica.
Formou-se em 2013 com uma média perfeita de 5.0, tornando-se a primeira mulher em décadas com a melhor nota da sua turma no programa de Física do MIT. Após destacar-se nesta instituição, foi contratada pelo CERN-CMS (maiores detetores de partículas do mundo na fronteira entre a Suiça e a França) e nomeada Lindau Nobel Young Researcher.  Foi ainda nomeada para o estágio operacional da NASA e ganhou o prémio de empreendedorismo do MIT. Seguiu para a Universidade de Harvard, onde completou o doutoramento, em 2019, sob orientação de Andrew Strominger.
No doutoramento, juntamente com Strominger e Alexander Zhiboedov, descobriu um novo efeito de memória gravitacional relacionado com suas ondas e efeitos líquidos que viria a ser designado pelos físicos de “triângulo Pasterski-Strominger-Zhiboedov“, uma contribuição fundamental para a compreensão das simetrias do espaço-tempo.
Este trabalho viria mesmo a ser citado num artigo publicado em 2016 por Strominger e Stephen Hawking na Physical Review Letters sobre “soft hair” em buracos negros, uma das tentativas de repensar o paradoxo da informação.
Em 2021, Pasterski rejeitou uma proposta milionária da  Brown University como já havia dito não à Google, Facebook e Amazon. Foi bolseira de pós-doutoramento da Universidade Princeton.
Posteriormente juntou-se ao Perimeter Institute for Theoretical Physics, no Ontario, Canadá, onde é docente, fundadora e líder da iniciativa de Holografia Celestial, projeto que explora uma das questões mais intrigantes da física. O objetivo é perceber se será possível descrever o nosso Universo tridimensional através de uma teoria bidimensional.
“Holografia celestial são duas palavras: celestial e holografia”, explica Pasterski. “Por celestial, queremos literalmente dizer olhar para o céu noturno – como codificar o universo físico como um holograma?”
Se totalmente compreendida, esta ideia poderá conduzir a avanços significativos no mistério da gravidade quântica, diz a física norte-americana, que escolheu esta área do saber para tentar compreender, através de um longo legado, as leis fundamentais da natureza, de uma forma tendencialmente mais colaborativa.
Atualmente com 33 anos, no Perimeter Institute Sabrina Pasterski diz ter encontrado o seu lugar. “Definitivamente encontrei a minha gente aqui“, afirma. No seu gabinete, entre livros de física, projetos de aviões e uma máquina de pinball, a jovem cientista continua a desvendar os segredos do Universo.
Sempre humilde e sem esquecer as suas raízes, Sabrina continua a descrever-se como "uma orgulhosa ex-aluna da primeira geração cubano-americana e das escolas públicas de Chicago".

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