Os nossos limites



  Foto de Wesley Tingey na Unsplash 



Ultimamente tenho-me sentido sobrecarregada como uma pasta de dossiers a que vão adicionando sempre mais um à pilha. Neste mundo, de facto, é fácil sentirmo-nos assoberbados sem tempo para nós, sem tempo para respirar devidamente.
Sendo perfecionista não queremos falhar nenhum compromisso, queremos mostrar-nos sempre no nosso melhor, estar sempre enérgicas, vibrantes, alegres, sorridentes.
Mas o cansaço, o desânimo, a sonolência também são humanos, especialmente como este calor que se faz sentir lá fora.
Cabe a cada um de nós nós traçar limites que nos protejam e salvaguardem os nossos interesses, que nos façam sentir mais tranquilas. Vai sempre haver algo que nos vai dar vontade de nos queixarmos, de nos preocuparmos, de perdermos a compostura e a cabeça. Mas o máximo que podemos fazer é mantermos-nos no nosso caminho, distanciar-nos de situações dificeís em que nos querem incluir e definir, cada vez mais, como traçado na areia o que toleramos e o que não estamos dispostos sequer a ouvir. Os nossos limites.

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